Meu corpo vaga com a negra sombra dessa cidade,
uma selva cheia de ladrões de almas, assassinos da esperança,
estrupadores de razões e bajuladores do poder,
ganância e poder em uma orgia feito animais, cifrões e consumismo andam lado a lado.
Dinheiro é o único deus presente nesse mundo perverso.
Mergulhei nesse mar de pessoas, me aprofundei aonde não há luz,
na escória social, uma estrada sem final, o inferno na Terra,
demônios na espreita em todo canto obscuro,
como se estivesse rastejando, de encontro com a profundeza,
o cheiro de enxofre bombeia a minha mente,
em cada esquina ou beco eu me procuro e não acho.

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