Os latidos la fora ecoam pelo silêncio da noite,
fortes como uma lâmina que atravessa o meu peito,
em um ritmo frenético eles perfuram os meus ouvidos,
rasgando também a minha mente,
voando pelo ritmo da atmosfera, aonde o vento os leva,
essas ondas sonoras cortam a paz,
o choque o acorda em uma fração de segundos,
novamente isso ocorre e sempre se perde a conta,
então se perde a cabeça, de novo e de novo.
É de impressionar como sentimos a raiva dominando,
correndo por nossas veias,
em 1 ou 2 segundos ela controla o nosso corpo e atitudes,
no silêncio da noite é aonde anda os nossos fantasmas,
andarilhos do poder e fortes como querem ser,
se fortificando em falha por falha,
afiado como uma navalha,
a vida segue e na noite calada os espíritos escutam mais um grito.
um grito de desespero, de um pesadelo;
um acorde de medo, freneticamente vagam por aí,
assolam em alma por alma, plantando sua discórdia
talvez também a sua misericórdia,
a plena misericórdia, assustadamente isso é real,
volte a deitar, não tema o desconhecido, pode ser o seu amigo,
obscuro e destemido, ele pode ser o seu amigo,
desejo sobrenatural, intenso e imenso, é o meu desejo de dormir,
fingir que é tudo um sonho, apenas mais um sonho,
quero dormir, voltar para o meu ritmo,
a minha rotina, a minha vida, os meus erros,
a minha ignorância, os meus pecados e os meus falsos talentos.
Voltar a dormir ou acordar, qual seria a fantasia e a realidade ?
Estou perdido, o sonho seria real ou a realidade é o seu sonho ?
O que dizer ? Apenas mais uma noite em claro, noite de insônia
erros indesejados, uma vida cheia de pura falsidade,
ser o que eu não queria ser, não importa, apenas quero dormir.
Dormir para ver, sentir e ouvir tudo novamente em um ciclo ambicioso,
espectro do passado, do presente e talvez o futuro,
árduo e doloroso é o ciclo vicioso,
ainda sim é mais seguro que o desconhecido.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
''Maktub''
Que timbre é esse que me rejuvenesce, que som é esse que cura todas as dores, que ondas sonoras são essas que refaz o meu espírito e fortifica a minha alma com uma vontade pura e intensa de gritar e pular, que força é essa que viaja através do ar, provocando raiva, alívio, amor e alegria, que estimula o seu dia-a-dia, a sua semana, a sua vida, ou que a acaba em poucos minutos. A minha religião é o som, a minha liberdade é a vida sem destino, a nossa única sentença é a morte, é o único caminho que todos compartilhamos, a minha fé não lhe interessa, a minha alma lhe agradece, meu espírito se enfurece, na força do meu silêncio o poder se fortifica, que som é esse, que o Diabo usufrui para ganhar almas, e que Deus o usa para aconchegar seus filhos? tudo não passa de perguntas sem repostas, mas o que tudo isso importa.. só quero erguer o volume e seguir a minha vontade.
Sons of Anarchy s05e01
''Algo acontece em torno de 92milhas por hora. O ronco do escapamento suprime qualquer outro som. A vibração do motor viaja na batida do coração. O campo de visão imediatamente se afunila, e de repente você não está na estrada, você é a estrada, é parte dela. Trânsito, cenários.. apenas imagens que surgem enquanto você passa, as vezes eu esqueço a rapidez disso, é por isso que adoro esses longos rolés. Todos os problemas, todo o barulho, se vão, nada para se preocupar, exceto o que está na sua frente. Talvez essa seja a lição para mim hoje. Me agarrar a esses momentos simples, apreciá-los um pouco mais. Não há muito deles sobrando, eu não quero isso para você, encontrar coisas que fazem você feliz não deveria ser tão dificil. Eu sei que enfrentará dor, sofrimento, escolhas duras, mas você não pode deixar o peso disto mudar o jeito que você vive sua vida. Não importa o que, tem que achar as coisas que te amam, correr para elas... tem um velho ditado: o que não te mata, te fortalece. Não acredito nisso, acho que o que tenta te matar, te deixa puto e deprimido. A força vem das coisas boas... sua família, seus amigos, a satisfação do trabalho duro, são essas coisas que te mantém inteiro, é nessas coisas que você tem que se segurar quando está fodido.''
Não pensar é uma benção
Me perdi e já não sei quem sou, o que eu quero e para aonde eu vou, mil pensamentos, mil idéias, mas o fluxo da força anula as minhas palavras, sinto tudo, mas pressinto o nada, quero o amanhecer e desejo o anoitecer, dúvidas, perguntas sem respostas e a ignorância tapou meus olhos, o orgulho me fere, o meu respeito me jogou no chão, os meus sonhos me elevaram, uma vida sem ação, palavras sem efeitos, força para seguir e coragem ao sentir que estou perecendo.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Viagem Astral
Vejo o céu através dessa janela, vejo as nuvens, vejo os desenhos que as vezes elas se formam, vemos o que queremos ver. Vejo através dessa janela a chuva, que com calmaria refresca qualquer alma, mas com força e raiva apavora qualquer ser vivente. Vejo através dessa janela o sol, odiado e amado por muitos, exibindo o seu espetáculo de beleza ao nascer e morrer no horizonte. Vejo a noite através dessa janela, trazendo com ela a lua, o medo da escuridão e a vontade de viver além dos nossos sonhos. Vejo através dessa janela o tempo passar, dias após dia. Vejo o silêncio que domina a minha pessoa quando em fração de segundos me pego amando com o olhar esse céu, vasto como és, igual para todos, admirado por poucos. Não vejo, mas sinto também o vento, que de todas as direções ele vai e vem, trazendo em si lembranças de pessoas que deixam saudades, de norte a sul, leste e oeste ele vaga, esbanjando liberdade. Vejo tantas coisas através dessa janela, vejo o que a minha mente quer que eu veja, já não sei dizer mas queria eu ver além, além disso tudo, além das estrelas, do mar e das montanhas. Eu não vejo mais do que é preciso, mas imagino. Oh céus que vejo através da minha janela, és belo, admirável e odiado, poderia eu gastar a minha vida toda o observando, ainda sim seria pouco. Quando és cinzento me inspira, quando és azul me anima mas quando estás negro durante o dia me assusta. Uma companhia além do surreal, nos acompanha aonde quer que vamos, companhia fiel e leal, companhia que no silêncio nos observa também, nos segue desde o nascimento até os últimos dias de vida. Vejo através dessa janela o céu, um pedaço do infinito, nessa visão vejo também um pedaço do meu íntimo, um tanto estranho.. Vejo o céu seguindo o seu destino de estar sempre sobre nós, o mais velho dos velhos. Vejo um pedaço desse céu através dessa janela estreita, vejo o tempo passar, mas não o vejo mudar, vejo e revejo mas anseio o dia em que não o verei mais.. no vácuo do estreito espaço eu espero me deitar, sobre o céus dormir e não mais acordar, deixar tudo para trás e não mais acordar.. não mais. Perdido entre o tempo um dia talvez eu possa sentir saudades dessa vida, das pessoas, dos sentimentos, dos amores, do nada que eu carregava e do céu que eu tanto observava.. talvez um dia eu sentirei saudades, um dia talvez.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Um Grão na Areia
É incrível como pés a beira-mar faz com que a pessoa entre em um tipo de transe em sua mente, deixando-a em um estado espiritual inexplicável.
O vento de contra o rosto, a areia em contato com as solas de seus pés, a água de encontro com as suas pernas, o atrito da água gelada com o corpo quente, e de longe o horizonte, nos deixando imaginar mil coisas através da distância diante dos nossos olhos.
O que sou diante desse infinito de pura beleza e arte ?
O que sou ? Essa coisa minúscula através do tempo e da imensidão desse Universo ?
O que sou diante desse inferno ao qual quero morrer e desse paraíso ao qual quero ter vida eterna ?
O que sou ? Eu não sei, você não sabe.
Eu apenas acho, com uma dúzia de dúvidas a respeito que sou apenas um amante dos simples momentos, e vou cultiva-los até o fim dessa trágica viagem!
O vento de contra o rosto, a areia em contato com as solas de seus pés, a água de encontro com as suas pernas, o atrito da água gelada com o corpo quente, e de longe o horizonte, nos deixando imaginar mil coisas através da distância diante dos nossos olhos.
O que sou diante desse infinito de pura beleza e arte ?
O que sou ? Essa coisa minúscula através do tempo e da imensidão desse Universo ?
O que sou diante desse inferno ao qual quero morrer e desse paraíso ao qual quero ter vida eterna ?
O que sou ? Eu não sei, você não sabe.
Eu apenas acho, com uma dúzia de dúvidas a respeito que sou apenas um amante dos simples momentos, e vou cultiva-los até o fim dessa trágica viagem!
sábado, 22 de dezembro de 2012
George 'Lord' Byron
''Há um tal prazer nos bosques inexplorados.
Há uma tal beleza na praia solitária;
Há uma sociedade que ninguém invade,
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que ame menos as pessoas, mas amo mais a Natureza...''
- Lord Byron
Há uma tal beleza na praia solitária;
Há uma sociedade que ninguém invade,
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que ame menos as pessoas, mas amo mais a Natureza...''
- Lord Byron
Tralhas
Coisas, coisas e mais coisas, coisas e mais coisas... coisas que aos poucos nos devoram como uma chama viva queima na palha seca. A faísca chamada mídia. Coisas e mais coisas deixando-nos como um ser incolor. Coisas sem sentido e sabor.
Coisas e mais coisas. NÃO PRECISAMOS DESSAS MALDITAS E FÚTEIS COISAS !
Coisas e mais coisas. NÃO PRECISAMOS DESSAS MALDITAS E FÚTEIS COISAS !
sábado, 15 de dezembro de 2012
Teatral
Um andar de passos pequenos e lentos;
pensamentos distantes e olhares atentos;
o sangue ferve, as perguntas se fazem;
as respostas se calam;
diante dos meus olhos eu vejo o espaço;
a história, o mundo, a estória, o tempo, passado, presente e futuro;
o vento sopra de contra a direção do meu andar;
poucos segundos se tornam horas, horas se tornam segundos;
pensamentos, recordações e desejos se tornam rastros obscuros.
Olhos abertos, tudo parece tão lento;
a pessoa ao telefone, uma mãe com o seu filho;
o homem em trabalho, o cara aparentemente bem sucedido;
a pessoa solitária em seu carro do ano com 5 lugares;
outra correndo por seu compromisso sem vida;
rostos sem feições, vidas em fugas, assombrações assolando aos arredores;
a senhora com rugas demonstrando a velhice, o sorriso em sua face me inspira;
um sorriso é vida em meio a tantas vidas cheias de mortes;
não vejo salvação, apenas a escravidão, apenas promessa sem convicção;
não, não deite-se com essa inflamação que te ama, que te adora, que te devora;
mas que, depois de uma noite intensa ela simplesmente vai embora;
ela envenena com o falso beijo, com os falsos abraços, com a falsa atitude;
ela não possui coração, é uma alma sem salvação.
Outdoors, imagens para todo lado, propagandas, luzes chamam a atenção;
coisas fúteis ao seu redor, tudo parece tão banal;
parece que estão todos felizes, que felicidade estranha;
parece que falta algo; não são sorrisos verdadeiros, parece tudo falso;
todos parecem ser tão bons atores, mas por que atuam sobre suas vidas ?
será que com tais objetos podemos ser tão felizes como eles procuram demonstrar ?
Parecem moribundos em um mundo degradê.
Com olhos abertos eu vejo tudo, vejo a vida, a morte e a sentença;
com olhos abertos eu enxergo a escuridão e a maldita desavença;
com passos lentos eu sigo meu caminho, caminho sem direção;
sigo em frente com olhares atentos ao nada;
procurando no mais íntimo do meu ser, um pouco, talvez uma fração de ação.
Vasculho memórias, pessoas, objetos, e até as bizarras criações de uma mente confusa;
procurando o que eu já não lembro mais;
como um vigia eu sigo, tentando encontrar o esquecido;
pensar é o meu câncer, me indaga, me induz, me imunda.
queria saber mais, sobre os demais;
mas os meus passos lentos já não são tão lentos assim;
de passo em passo eu cheguei em meu destino,
nesse meio tempo eu abracei e aceitei o horror;
no final eu abri meus olhos, e eis que ela me esperava;
de abraços abertos ela me convidou, com um belo sorriso ele se foi...
sumiu na vastidão do nada...
aquele sorriso, foi o seu último sorriso.
Talvez o primeiro e último sorriso verdadeiro.
A realidade o abraçou, o amou, ensinou desejos e vontades vazias,
fez pó com os seus sonhos, migalhas com a sua esperança de um mundo melhor;
o desfez parte por parte, o transformou em um boneco de trabalho;
um boneco sem articulações;
o rotulou como um grande condutor do mundo moderno.
Se ele sente algo, é apenas o orgulho que o dominou e o calou;
após o caloroso abraço, ele se foi, e nunca mais voltou.
Ele morreu, mas continuou a viver.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Comungar.
Vejo essa história se repetir dia após dia, a mesma rotina, os mesmos sentimentos, as mesmas sensações, as mesmas pessoas, o mesmo vazio, o mesmo tudo. Com tentativas frustadas venho tentando quebrar esse ciclo vicioso, porém, como um drogado dependente químico, assim sou eu, dependente dessa rotina infernal. Engraçado, porque a minha aparência cansada rótula um vicio mortal.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Malphite
''[...] também começou a mudar, como ele foi forçado a encarar a sua própria solidão em mundo em que reina a individualidade.''
Passos sobre a verdade e a desilusão.
Ando perdido ultimamente pelos vastos campos da minha mente, vasculhando memórias de pessoas, situações e afins, tentando buscar certos sentidos, procurando entender se eu realmente amo algo. Será que eu sinto algo até por aquilo que faz parte da minha rotina, da minha convivência no dia-a-dia ? Sinto que sou frio com pessoas próximas a mim, que sou feito pedra perante sentimentos, não demonstro sentimentalismo perante situações ao qual eu deveria mostrar que me importo, sinto que sou hipócrita comigo mesmo, sendo falso em vários momentos. Se sinto algo, dura meros dias ou até semanas. Tenho me lembrado bastante de algo que eu escutei e que criou raízes em minha memória, é a seguinte frase: Viver sozinho é pedir para se jogar no Abismo.
Nesse abismo eu mergulhei, e digo, pulei com vontade. Minha fibra neural sobre tais fatos já deve estar feito cordas de aço, de tanto que venho repetindo essas ações, mas acho que não estou sendo nada mais e nada menos do que eu mesmo.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Mais uma vez...
...eu corro, fujo para longe como um covarde, é uma guerra sentimental, um duelo sangrento e doloroso ao qual eu não consigo vencer.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
''...a estrela do entardecer deve estar morrendo, emitindo sua pálida cintilância sobre a pradaria, antes da chegada da noite que abençoa a terra, escurece os rios, recobre os picos e oculta a última praia e ninguém, ninguém sabe o que vai acontecer a qualquer pessoa, além dos desamparados e andrajos da velhice {...}''
On The Road.
On The Road.
Momentos
A luz de fora ilumina bem as folhas do seu livro, não precisando assim acender um abajur ou qualquer coisa do tipo, a luz laranjada de fora é bem vista no meio da escuridão, é bem vinda junto com essa leve brisa. Um café como estimulante, é uma boa acompanhante, textos e frases lidas e relidas, palavras de grande efeito enquanto venho tentando desvendar o mundo proibido, escondido atrás de cada interpretação. Assim mais uma noite como outras qualquer, tentando contorcer a rotina através de movimentos e estratégias diferentes, mas sempre é o mesmo fraco e doentio resultado de sempre. Estranho mundo, estranha vida, tudo é um tanto estranho, porém as vezes eu gosto dessa estranheza, as vezes eu a odeio. As vezes quero um ponto final, mas é sempre a vírgula que arremata minha decisão. Ao som de uma boa música, em um volume cujo qual está perfeito, tentando querer saber ao qual mundo eu pertenço, tipo aqueles momentos aonde fazemos um pensamento criativo e intelectual com a trilha sonora perfeita. Acho que assim posso detalhar esses meus último momentos, as últimas horas para ser exato. Lendo e relendo uma ideia escrita, tentando me sentir mais livre ao fazer isso, revelar um pouco o que me afeta. Já pensando se alguém realmente vai ler isso, MAS de que importa isso não é mesmo ? Mundo estranho, mundo louco. Aqui adormece apenas um pouco da minha insanidade mental, a minha palavra não dita e a minha loucura não realizada.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Uma chance, uma conquista.
'Todo mundo muda, todo mundo fica melhor, todos deveriam ter uma chance.. eu só queria a minha - Tupac Amaru Shakur'
Julguem como quiserem, um gangsta, um rapper qualquer, um rebelde.. mas para mim, ele é uma das pessoas que mais admiro, foi um icone do estilo de vida Carpe Diem, nesse tempo ele foi julgado por ser ele mesmo, por querer ver além do que a sociedade enxerga, e ainda por cima divulgar isso em suas musicas, teve seus momentos ruins, mas devemos olhar para o lado bom das pessoas, e o desse cara foi demais ! Soube colocar significados fortes em suas musicas, soube calar a imprensa, e mostrar que podemos ser diferentes em meio a tantas dificuldades, o passado errado dele o levou a morte, infelizmente.. mas como ele mesmo diz, quem tem a moral de dizer se ele foi ou nao errado? podemos ver no video, ele só queria uma chance.. e as vezes perdemos grandes pessoas por nao haver chances de mudança, e somos julgados eternamente por atos que mtas vezes queremos esquecer, mas que as pessoas em nossa volta fazem questão de lembrarmos.
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