quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Não pensar é uma benção


Me perdi e já não sei quem sou, o que eu quero e para aonde eu vou, mil pensamentos, mil idéias, mas o fluxo da força anula as minhas palavras, sinto tudo, mas pressinto o nada, quero o amanhecer e desejo o anoitecer, dúvidas, perguntas sem respostas e a ignorância tapou meus olhos, o orgulho me fere, o meu respeito me jogou no chão, os meus sonhos me elevaram, uma vida sem ação, palavras sem efeitos, força para seguir e coragem ao sentir que estou perecendo.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Viagem Astral

Vejo o céu através dessa janela, vejo as nuvens, vejo os desenhos que as vezes elas se formam, vemos o que queremos ver. Vejo através dessa janela a chuva, que com calmaria refresca qualquer alma, mas com força e raiva apavora qualquer ser vivente. Vejo através dessa janela o sol, odiado e amado por muitos, exibindo o seu espetáculo de beleza ao nascer e morrer no horizonte. Vejo a noite através dessa janela, trazendo com ela a lua, o medo da escuridão e a vontade de viver além dos nossos sonhos. Vejo através dessa janela o tempo passar, dias após dia. Vejo o silêncio que domina a minha pessoa quando em fração de segundos me pego amando com o olhar esse céu, vasto como és, igual para todos, admirado por poucos. Não vejo, mas sinto também o vento, que de todas as direções ele vai e vem, trazendo em si lembranças de pessoas que deixam saudades, de norte a sul, leste e oeste ele vaga, esbanjando liberdade. Vejo tantas coisas através dessa janela, vejo o que a minha mente quer que eu veja, já não sei dizer mas queria eu ver além, além disso tudo, além das estrelas, do mar e das montanhas. Eu não vejo mais do que é preciso, mas imagino. Oh céus que vejo através da minha janela, és belo, admirável e odiado, poderia eu gastar a minha vida toda o observando, ainda sim seria pouco. Quando és cinzento me inspira, quando és azul me anima mas quando estás negro durante o dia me assusta. Uma companhia além do surreal, nos acompanha aonde quer que vamos, companhia fiel e leal, companhia que no silêncio nos observa também, nos segue desde o nascimento até os últimos dias de vida. Vejo através dessa janela o céu, um pedaço do infinito, nessa visão vejo também um pedaço do meu íntimo, um tanto estranho.. Vejo o céu seguindo o seu destino de estar sempre sobre nós, o mais velho dos velhos. Vejo um pedaço desse céu através dessa janela estreita, vejo o tempo passar, mas não o vejo mudar, vejo e revejo mas anseio o dia em que não o verei mais.. no vácuo do estreito espaço eu espero me deitar, sobre o céus dormir e não mais acordar, deixar tudo para trás e não mais acordar.. não mais. Perdido entre o tempo um dia talvez eu possa sentir saudades dessa vida, das pessoas, dos sentimentos, dos amores, do nada que eu carregava e do céu que eu tanto observava.. talvez um dia eu sentirei saudades, um dia talvez.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Um Grão na Areia

É incrível como pés a beira-mar faz com que a pessoa entre em um tipo de transe em sua mente, deixando-a em um estado espiritual inexplicável.
O vento de contra o rosto, a areia em contato com as solas de seus pés, a água de encontro com as suas pernas, o atrito da água gelada com o corpo quente, e de longe o horizonte, nos deixando imaginar mil coisas através da distância diante dos nossos olhos.
O que sou diante desse infinito de pura beleza e arte ?
O que sou ? Essa coisa minúscula através do tempo e da imensidão desse Universo ?
O que sou diante desse inferno ao qual quero morrer e desse paraíso ao qual quero ter vida eterna ?
O que sou ? Eu não sei, você não sabe.
Eu apenas acho, com uma dúzia de dúvidas a respeito que sou apenas um amante dos simples momentos, e vou cultiva-los até o fim dessa trágica viagem!

sábado, 22 de dezembro de 2012

George 'Lord' Byron

''Há um tal prazer nos bosques inexplorados.
Há uma tal beleza na praia solitária;
Há uma sociedade que ninguém invade,
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que ame menos as pessoas, mas amo mais a Natureza...''
- Lord Byron



Tralhas

Coisas, coisas e mais coisas, coisas e mais coisas... coisas que aos poucos nos devoram como uma chama viva queima na palha seca. A faísca chamada mídia. Coisas e mais coisas deixando-nos como um ser incolor. Coisas sem sentido e sabor.
Coisas e mais coisas. NÃO PRECISAMOS DESSAS MALDITAS E FÚTEIS COISAS !

sábado, 15 de dezembro de 2012

Teatral

Um andar de passos pequenos e lentos;
pensamentos distantes e olhares atentos;
o sangue ferve, as perguntas se fazem;
as respostas se calam;
diante dos meus olhos eu vejo o espaço;
a história, o mundo, a estória, o tempo, passado, presente e futuro;
o vento sopra de contra a direção do meu andar;
poucos segundos se tornam horas, horas se tornam segundos;
pensamentos, recordações e desejos se tornam rastros obscuros.

Olhos abertos, tudo parece tão lento;
a pessoa ao telefone, uma mãe com o seu filho;
o homem em trabalho, o cara aparentemente bem sucedido;
a pessoa solitária em seu carro do ano com 5 lugares;
outra correndo por seu compromisso sem vida;
rostos sem feições, vidas em fugas, assombrações assolando aos arredores;
a senhora com rugas demonstrando a velhice, o sorriso em sua face me inspira;
um sorriso é vida em meio a tantas vidas cheias de mortes;
não vejo salvação, apenas a escravidão, apenas promessa sem convicção;
não, não deite-se com essa inflamação que te ama, que te adora, que te devora;
mas que, depois de uma noite intensa ela simplesmente vai embora;
ela envenena com o falso beijo, com os falsos abraços, com a falsa atitude;
ela não possui coração, é uma alma sem salvação.

Outdoors, imagens para todo lado, propagandas, luzes chamam a atenção;
coisas fúteis ao seu redor, tudo parece tão banal;
parece que estão todos felizes, que felicidade estranha;
parece que falta algo; não são sorrisos verdadeiros, parece tudo falso;
todos parecem ser tão bons atores, mas por que atuam sobre suas vidas ? 
será que com tais objetos podemos ser tão felizes como eles procuram demonstrar ?
Parecem moribundos em um mundo degradê.

Com olhos abertos eu vejo tudo, vejo a vida, a morte e a sentença;
com olhos abertos eu enxergo a escuridão e a maldita desavença;
com passos lentos eu sigo meu caminho, caminho sem direção;
sigo em frente com olhares atentos ao nada;
procurando no mais íntimo do meu ser, um pouco, talvez uma fração de ação.

Vasculho memórias, pessoas, objetos, e até as bizarras criações de uma mente confusa;
procurando o que eu já não lembro mais;
como um vigia eu sigo, tentando encontrar o esquecido;
pensar é o meu câncer, me indaga, me induz, me imunda.
queria saber mais, sobre os demais;
mas os meus passos lentos já não são tão lentos assim;
de passo em passo eu cheguei em meu destino,
nesse meio tempo eu abracei e aceitei o horror;
no final eu abri meus olhos, e eis que ela me esperava;
de abraços abertos ela me convidou, com um belo sorriso ele se foi... 
sumiu na vastidão do nada...
aquele sorriso, foi o seu último sorriso.

Talvez o primeiro e último sorriso verdadeiro. 
A realidade o abraçou, o amou, ensinou desejos e vontades vazias, 
fez pó com os seus sonhos, migalhas com a sua esperança de um mundo melhor;
o desfez parte por parte, o transformou em um boneco de trabalho; 
um boneco sem articulações;
o rotulou como um grande condutor do mundo moderno.
Se ele sente algo, é apenas o orgulho que o dominou e o calou;
após o caloroso abraço, ele se foi, e nunca mais voltou.

Ele morreu, mas continuou a viver.











sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Comungar.

Vejo essa história se repetir dia após dia, a mesma rotina, os mesmos sentimentos, as mesmas sensações, as mesmas pessoas, o mesmo vazio, o mesmo tudo. Com tentativas frustadas venho tentando quebrar esse ciclo vicioso, porém, como um drogado dependente químico, assim sou eu, dependente dessa rotina infernal. Engraçado, porque a minha aparência cansada rótula um vicio mortal.